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DESIGN

O PAPEL DO DESIGN NAS MUDANÇAS SOCIAIS

Meu primeiro post aqui no site e eu já começo falando de revolução, mudanças, antropologia, sociologia e mais um monte de coisas que remetem a passeatas, tretas e confusão... Mas é isto mesmo (ou quase isto)! Quer uma forma melhor de iniciar a conversa e chamar a atenção de vocês do que uma boa briga?

ALEX MOREIRA - 15 / 02 / 2014

Mas aí eu pego tudo isto e mudo a direção deste monólogo e o olhar de vocês para um pequeno detalhe, que faz uma enorme diferença. Aliás, é isso que fica gravado na memória por incontáveis anos e registrado na história.

Este “pequeno” detalhe pode ser chamado de DESIGN. É o design que traduz e representa algo, alguém, alguma coisa ou qualquer outra forma concreta ou abstrata. Ou seja, resumidamente, é quase tudo que é visual. Muitas vezes poucas linhas rabiscadas já desperta no observador uma variedade de sentimentos de acordo com o repertório e experiência de cada um.

Para exemplificar o que estou falando, vou pegar o simbolo mais simples e conhecido mundialmente, um ícone capaz de movimentar milhões de pessoas, um simbolo milenar que mudou e transforma até hoje a vida dos terráqueos. Um símbolo que é protagonista da religião com maior número de fieis nesta bola de lama que circula o astro-rei. Se você ainda não sabe do que estou falando, aqui vai mais uma dica: Jesusssss (é agora que a entonação fica mais grossa e profunda, no estilo Cid Moreira).

Sim, é isto mesmo, estou falando da Cruz, um ícone que possui muitos significados, significâncias e usos em diversos segmentos. Eu poderia ficar escrevendo milhares de paginas sobre este ícone e a semiótica que está por trás de cada nuance, mas não é pra isto que estou aqui. Tudo isto serviu para me posicionar e contextualizar por onde este bate-papo vai chegar, ou pelo menos, onde vai se iniciar.

Existe Amor Em SP, Marcha da Maconha, Movimento Tarifa Zero, Marcha das Vadias são várias formas de manifestação sociais que estão reivindicando algo, mas o que elas tem em comum? Pelo que pude detectar (sem precisar de um Watson ao meu lado), são manifestações populares que surgiram pela insatisfação de pequenos grupos e foi contagiando a massa. Mas como eles conseguiram está proeza de captar muitas pessoas, enquanto outras manifestações não foram pra frente?

Um palpite é que elas produziram muitos layouts, sejam cartazes, infográficos, logos, camisetas com designs belíssimos e uma grande riqueza de detalhes, muitos confeccionados por profissionais, outros por pessoas comuns. São imagens que contagiam ou, no mínimo, chamam a atenção do observador, levando-o a desperdiçar ao menos um tempinho com o conteúdo apresentado na caixola, pensando no que foi visto e sentido e produzindo novas idéias baseado no impacto visual sentido

A função principal do design é chacoalhar de alguma forma o observador, promovendo qualquer tipo de mudança social e pessoal, levando à alteração, reconfiguração e transformação do cotidiano, reorganizando a sociedade em diferentes níveis comportamentais. E tudo começa com uma ideia, explorando e testando várias formas de apresentação.

No final deste processo, há a construção de um novo significado e de novos símbolos. Então, acontece a mudança comportamental, seja no convencimento de que é importante respeitar os direitos da mulher e dos homossexuais, seja no debate sobre o transporte público ou a ocupação livre do espaço pelas pessoas.  Concluindo, faça design!

Pra relaxar, segue uma animação de tipografia cinética que eu encontrei na internet. O autor deste trabalho é Ivan Teubl, um jovem designer brasileiro, que juntou um excelente bom gosto com uma das bandas mais fodas de todos os tempos. Enjoy!

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